Projeto Albatroz

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A mortalidade acidental na pesca marítima é o principal motor da redução das populações de aves marinhas​. Estima-se que 300 mil aves marinhas sejam mortas por essa causa todos os anos. Os albatrozes e petréis compõem o grupo de aves mais ameaçado do planeta, com muitas espécies em risco de extinção.

Albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris) Foto: Luciano Candisani/Projeto Albatroz

Albatroz-de-sobrancelha (Thalassarche melanophris) Foto: Luciano Candisani/Projeto Albatroz

Muito importantes para o equilíbrio da vida marinha, os albatrozes e petréis interagem com as embarcações que utilizam a pesca de espinhel.  Em busca de iscas, podem ser fisgados e levados à morte por afogamento. Anualmente milhares de aves oceânicas são capturadas de forma não intencional.

No entanto, existem soluções simples e práticas para reduzir a mortalidade acidental e um projeto internacional, o Albatross Task Force (ATF) da BirdLife International, se dedica a trabalhar com a indústria da pesca para ajudar a demonstrar e divulgar as melhores práticas de uso destas medidas de mitigação de captura acidental das ave marinhas.

No Brasil, a ATF é representada pelo Projeto Albatroz, que desde 1990 trabalha para a conservação de albatrozes e petréis. Desde sua criação até os dias de hoje, expandiu suas áreas de atuação, alcançou novos territórios e conquistas.  Em 2015 celebra um marco especial em sua jornada: 25 anos pela vida no mar!

Para reduzir o grave impacto ambiental causado pela mortalidade acidental em pesca marítima, o projeto desenvolve ações de pesquisa e monitoramento junto aos pescadores e a instituições parceiras. Também busca sensibilizar a sociedade realizando eventos e ações de Educação Ambiental para pescadores, escolas e público em geral. Além disso, tem um importante papel em discussões nacionais e internacionais para o desenvolvimento de políticas públicas e de acordos pela proteção de albatrozes e petréis.

Foto: Fabiano Peppes/Projeto Albatroz

Foto: Fabiano Peppes/Projeto Albatroz

O Projeto Albatroz é patrocinado pela Petrobras, por meio do programa Petrobras Socioambiental, e ainda tem o apoio da Royal Society for the Protection of Birds (RSPB), Birdlife International, SAVE Brasil, Univali (Universidade do Vale do Itajaí) e UVA (Universidade Veiga de Almeida), campus de Cabo Frio-RJ.

Entre os resultados alcaçados ao longo de décadas de trabalho, destaca-se que a espécie símbolo do Projeto Albatroz, o albatroz-de-sobrancelha-negra (Thalassarche melanophris), foi excluída da lista dos ameaçados de extinção, segundo divulgação da Lista Nacional Oficial de Espécies da Fauna Ameaçadas de Extinção. A espécie sofria ameaça desde 2003, quando chegou a ter apenas 600 mil casais ao redor do mundo. O sobrancelha-negra tem como característica viajar pelos mares do hemisfério Sul e é comumente encontrado em território brasileiro.

Também houve o envolvimento de cerca de 15 mil alunos e professores pelo Programa Albatroz na Escola e a criação da Rede Albatroz de Pesquisa para a Conservação , que ampliou a linha de pesquisa do projeto. A rede abriu portas para a organização de um Banco de Amostras Biológicas e o processamento de materiais biológicos, gerando e organizando o conhecimento da biologia, ecologia e saúde das populações de albatrozes e petréis. Além de centralizar dados sobre estas aves, a iniciativa pretende fomentar pesquisas, uma vez que as informações estão disponíveis aos investigadores interessados.

Foto: Fabiano Peppes/Projeto Albatroz

Foto: Fabiano Peppes/Projeto Albatroz

Já no importante papel exercido pelo Projeto Albatroz para a elaboração de leis que protegem os albatrozes e petréis, houve a conquista de uma relevante atualização na normativa que protege as aves marinhas em território brasileiro, publicada em outubro de 2014 e agora já em vigor. A lei pode ser considerada a mais moderna do mundo, pois inclui o uso simultâneo de três medidas mitigadoras, conforme recomendações acordadas internacionalmente.

Atualmente o Projeto Albatroz possui bases em cinco estados do Brasil, distribuídas em estratégicos portos pesqueiros: Santos-SP, Itajaí-SC, Rio Grande-RS, Itaipava-ES e Cabo Frio-RJ.

 

Saiba mais:

www.projetoalbatroz.org.br

www.facebook.com/palbatroz