Projeto Ortalis remota

Ortalis remota pertence à família Cracidae, que ocorre exclusivamente no continente americano e também inclui MAS_3053 (Large)os populares jacus e mutuns.

São aves consideradas cinegéticas, ou seja, muito ameaçadas pela caça. A perda de habitat também é um dos desafios para a conservação dessas espécies. Uma pele coletada em 1927 por  João Leonardo de Lima, depositada no Museu de Zoologia da USP, despertou curiosidade de  Olivério Pinto que, em 1960, sugeriu que tratava-se de uma subespécie do aracuã-pintado (Ortalis guttata). Esta ave permaneceu esquecida até ser reencontrada na natureza por Edwin Willis, em 1996 (registro publicado em 2001), em Nova Granada e Barretos.

Com o crescimento e a popularização da observação de aves no Brasil, o site Wikiaves, apoiado pela Fundação Grupo Boticário, despertou o interesse da observadora de aves Dina Bessa, que postou uma foto do táxon tirada em Guapiaçu/SP em 27 de outubro de 2011.

Após todos esses eventos, em 2017 foi publicado o artigo que reconhece o Ortalis remota como uma espécie plena, possibilitando a realização de trabalhos para conservação desta espécie, que pode vir a ser uma bandeira para a proteção das aves do noroeste paulista.

Em janeiro de 2018, a equipe da SAVE Brasil iniciou as coletas de dados sobre o ameaçado aracuã Ortalis remota no noroeste paulista. Os dados levantados previamente com a ajuda da ciência-cidadã permitiram selecionar as primeiras áreas de amostragem do censo populacional da espécie.

Apoiador
Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza

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