Festival de Aves Migratórias encerra com lançamento de Coalizão em prol do Parque Nacional Lagoa do Peixe

O XIII Festival Brasileiro das Aves Migratórias, que ocorreu neste final de semana no município de Mostardas na região Sul do Estado, reuniu mais de 1.500 pessoas entre turistas, estudantes e ambientalistas. Para celebrar o evento foi lançado a “Coalizão pela conservação do Parque Nacional da Lagoa do Peixe (PNLP)” onde organizações locais, nacionais e internacionais dispuseram o seu comprometimento com a conservação da área ambiental de 34,4 mil hectares em benefício das comunidades locais e futuras gerações.

Segundo a gerente de projetos da SAVE Brasil, Juliana Bosi Almeida, a ideia é que a “coalizão” integre mais a comunidade local com o Parque Nacional da Lagoa do Peixe. “Esta coalizão é um conjunto de organizações e pessoas interessadas em desenvolver projetos de pesquisa e conservação que irão melhorar a gestão do Parque e a comunicação com a sociedade. Queremos mostrar para toda a população a importância deste Parque”, explicou a bióloga.

Por sua relevância internacional para a conservação das aves migratórias, o Parque Nacional da Lagoa do Peixe (PNLP) foi incluído em 1991 na Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas (WHSRN sigla em inglês) e declarado Sítio Ramsar em 1993. O parque também é reconhecido pela UNESCO como zona núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Todo esse conjunto de atributos torna o local uma área natural excepcionalmente valiosa e ao mesmo tempo frágil, merecedora de ações de proteção e gestão compatíveis com o seu enquadramento como unidade de conservação e com sua condição de patrimônio natural brasileiro.

A iniciativa de realizar esta coalizão foi apresentada na noite e sábado, 18, dentro da programação do 14 ° Festival Brasileiro de Aves Migratórias, pelo Especialista em Conservação da Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas, Diego Luna Quevedo. “A coalizão busca somar esforços, capacidades e recursos para fortalecer a gestão do Parque e assegurar a conservação deste local que é rota migratória do Atlântico”, afirmou o especialista.

Integram a coalizão as seguintes organizações: Fundação Estadual de Proteção Ambiental (FEPAM), Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul, ICMBio/CEMAVE, Parque Nacional da Lagoa do Peixe, Instituto do Meio Ambiente/IMA-PUCRS, Rede Hemisférica de Reservas para Aves Limícolas (WHSRN), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), BirdLife International, CECLIMAR, e SAVE Brasil.

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