Aves migratórias são objeto de estudo no litoral norte do Brasil

Os estados do Maranhão, Pará e Amapá têm recebido atenção conservacionista devido a sua importância como sítios de invernada para aves limícolas migratórias. Nesta extensa região litorânea são encontradas 14 reservas extrativistas federais, além de outras unidades de conservação que somam quase 2 milhões de hectares de áreas protegidas, onde vivem centenas de comunidades tradicionais. Estas comunidades, como os extrativistas, por exemplo, são compostas por grupos culturalmente diferenciados e que usam os territórios e recursos onde vivem como condição para sua manutenção.

No último ano a SAVE Brasil vêm visitando comunidades nestes locais para avaliar e entender a relação entre os moradores e as aves da região. Quase 200 pessoas foram entrevistadas em 43 comunidades distintas dentro de 10 reservas extrativistas (RESEX), 1 reserva biológica (REBIO) além de 1 área de proteção estadual (APA).

Os resultados iniciais deste estudo mostram que 62% das pessoas que atendaram a pesquisa relataram utilizar ao menos 25 espécies de aves silvestres na região. Patos, marrecas e guarás foram ou ainda são as espécies mais utilizadas, enquanto maçaricos apareceram em menor número. As comunidades tradicionais são parceiros fundamentais na conservação dos manguezais e as aves costeiras nesta região.

Este estudo é financiado pela United States Fish and Wildlife Service.

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