Arthur Grosset/Brotogeris tirica
Luciano Candisani/Thalassarche melanophris
Arthur Grosset/Rhopornis ardesiacus
Ciro Albano/Antilophia bokermanni
Arthur Grosset/Synallaxis cinerea
Arthur Grosset/Tangara cyanocephala





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O Programa de Áreas Importantes para a Conservação das Aves (do inglês Important Bird Areas - IBAs) visa a identificação, o monitoramento e a proteção de uma rede de áreas para a conservação de aves e da biodiversidade em geral. Faz parte da estratégia mundial da BirdLife, que já detectou mais de 7.500 IBAs em cerca de 170 países.

As IBAs são áreas que possuem uma ou mais das seguintes características:

Os critérios de seleção das IBAs são universais e, portanto, as IBAs são prioridades globais para a conservação. 

Áreas Importantes para a Conservação das Aves (IBAs) na Mata Atlântica

Em 2006, a SAVE Brasil lançou o livro Áreas Importantes para a Conservação das Aves no Brasil: parte 1 – estados do domínio da Mata Atlântica, resultado de um estudo realizado em 15 estados do domínio da Mata Atlântica: Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.

Esse estudo identificou 163 IBAs nesses estados, onde ocorrem 83% das espécies de aves ameaçadas de extinção no Brasil. Apesar de enfocar o bioma Mata Atlântico, o trabalho levou em consideração a totalidade do território de cada estado, incluindo assim áreas de Caatinga, Cerrado e Pampa. Dentre as 163 IBAS identificadas, algumas áreas são consideradas insubstituíveis por conterem a maior parte da população de uma ou mais espécies que estão na iminência de desaparecer. Essas áreas encontram-se em uma situação crítica e continuam sofrendo agressões diretas (captura ilegal, caça) ou indiretas (destruição do ambiente). Por esta razão, a BirdLife/SAVE Brasil identificou, seguindo critérios práticos, áreas prioritárias para atuar a curto prazo. Estabeleceu-se como meta de trabalho a atuação imediata em 10% das 163 IBAs identificadas

É justamente nestas 16 áreas que as espécies mais ameaçadas vivem e, sem uma intervenção imediata, elas correm o risco real e imediato de extinção. O esforço da BirdLife/SAVE Brasil trouxe uma renovada atenção a algumas dessas áreas, que levou ao decreto de criação da Estação Ecológica de Murici, em 2001, e ao reconhecimento de determinadas áreas como sendo de extrema relevância para a conservação (Serra das Lontras e Boa Nova). Trouxe também uma nova esperança de sobrevivência para algumas das espécies mais ameaçadas no mundo.

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